Voltar Notícias

Infecções • 22/02/2016

Pombos tomam conta de terminais integrados e do metrô, colocando passageiros em risco

Pombos tomam conta de terminais integrados e do metrô, colocando passageiros em risco

Quem mora no Recife e na Região Metropolitana (RMR) e precisa usar o transporte coletivo para se locomover certamente já encontrou com eles em estações de metrô e nos terminais de integração: os pombos. Apesar de alguns passageiros não se importarem com a presença dessas aves, especialistas alertam que elas podem transmitir doenças gravíssimas para os seres humanos, com sintomas como simples irritações na pele e até mesmo meningite. Não é difícil encontrá-los, por exemplo, na estação Joana Bezerra, que integra as linhas Centro e Sul do Metrô do Recife. Os animais parecem ter feito colônias e estabelecido moradas nos espaços livres das vigas que sustentam o telhado da estação. Quem pega o metrô logo cedo percebe a grande quantidade de fezes dos animais no chão da plataforma e até mesmo em partes das paredes e lâmpadas. 

 

É justamente isso que representam o maior perigo para a saúde dos usuários. De acordo com a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, médica do Hospital Memorial São José, quando secas, as fezes dos pombos transportam, em partículas minúsculas, fungos e bactérias que causam desde uma pequena irritação na pele até mesmo uma meningite. 

 

"O vento espalha essas partículas de fezes pelo ar, a pessoa inicialmente pode pensar que se trata de uma pequena irritação na pele, ou mesmo uma alergia, mas o problema pode ser mais sério", explica a médica. Dentre as mais graves estão a Criptococose e a Histoplasmose.

Além dos microrganismos das fezes, os pombos possuem piolhos e carrapatos que, em contato com a pele humana, causam irritações e coceiras que as pessoas confundem com uma picada de um inseto. 

Fonte: Portal NE10 

Voltar às notícias