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Pediatria

O que é

O que é

A pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspectos, sejam eles preventivos ou curativos.

Aspectos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura).

Os curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais diversas patologias exclusivas ou não da criança e adolescente.

O pediatra é o médico com formação dirigida exclusivamente para os cuidados da criança e do adolescente, com uma formação que compreende no mínimo dois anos de residência médica ou curso de especialização equivalente a pós-graduação.

Para atuar em áreas especificas da pediatria é necessário além da formação inicial, treinamento e estudos em serviços especializados por um período que vai de um a três anos.

Sinais de alerta

Muitos desses sintomas podem ocorrer durante a vida da criança sem que representem maior gravidade. Porém todos eles precisam ser cuidadosamente observados, pois também podem indicar um quadro mais complexo.

Como de um processo infeccioso, alérgico, de intoxicação ou de trauma que necessite submeter o paciente pediátrico a um atendimento de urgência.

Cefaleia (dor de cabeça)
Dor de cabeça deve ser considerado como sinal de alerta quando de início súbito acompanhado ou não de outros sintomas, como febre, vômitos, diarréia, dor nos olhos ou alterações visuais e convulsões.

Se for de duração mais prolongada, diária e de intensidade baixa, o pediatra da criança deve ser consultado antes de levá-la a um serviço de urgência, assim como em casos de dores de cabeça que ocorrem em crises, de vez em quando, relacionadas com estresse emocional ou situações específicas em crianças maiores de 6 anos e adolescentes.

Convulsões
É sempre uma emergência médica. Tem muito freqüentemente associação com febre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade, e nesses casos, geralmente são típicas as crises com duração curta e com movimentos de contração dos braços e pernas.

Mesmo que a crise tenha passado no caminho, sua criança deve ser levada a uma unidade especializada.

Diarréia
Deve ser considerada diarréia quando sua criança apresenta fezes líquidas ou quando elimina fezes amolecidas várias vezes no dia, mudando o hábito normal de funcionamento do seu intestino de forma repentina.

É sinal de alerta por que na diarréia a criança perde água e eletrólitos (sódio, potássio, etc.) pelas fezes e pode desidratar.

Dispnéia (falta de ar)
A dificuldade de respirar é sempre um sinal de alerta importante. Muitas doenças podem provocar falta de ar, e por isso, toda vez que você perceber que sua criança não está respirando bem, um pediatra deverá ser consultado.

Dor Abdominal
Este é um dos sintomas mais comuns que as crianças apresentam, e freqüentemente não sentimos nenhuma gravidade nestas dores de barriga. Mas em algumas situações especiais, como em bebês menores de 1 ano de idade, a dor na barriga deve ser valorizada e acompanhada com atenção.

Se for intensa ou repetitiva, ou estiver acompanhada de febre ou vômitos, fique alerta. Nas crianças maiores, especialmente se acompanhada de febre, um pediatra deverá ser consultado.

Estado Geral Decaído
Este é mais um sinal de alerta clássico. Toda criança que de repente fica quieta, sem vontade de brincar, sem apetite ou dormindo muito, deve ser considerada como tendo alguma doença, e esta deve ser investigada.

Febre
Talvez a principal causa de consulta em urgência pediátrica, a febre é mesmo um sinal de alerta do organismo de que algo não vai bem. Pode ser que seja uma doença leve, passageira mas é sempre bom estar atento.

Intoxicações
A possibilidade de intoxicação por medicamento ou venenos deve ser considerada sempre que haja suspeita de ingestão acidental de alguma substância ou se a criança apresenta sonolência excessiva, dificuldade de andar ou falar, dor abdominal, vômitos, dor de cabeça, convulsões, dificuldade para respirar e outros sinais estranhos.

Mordedura de Animais e Picada de Insetos
Se sua criança apresenta lesão de pele de aparecimento súbito, com dor e/ou edema no local, podendo ou não estar avermelhada ou arroxeada, com ou sem ferimento, considere a possibilidade dela ter sido mordida por algum animal ou picada por algum animal venenoso.

No Recém-Nascido
Muitos são os sinais de alerta no recém-nascido, além de todos estes citados aqui. Especialmente nesta fase de vida, a queda do estado geral e a febre constituem importantes sinais que devem ser prontamente esclarecidos.

A queda do estado geral do recém-nascido muitas vezes manifesta-se somente com recusa de mamar ou sono excessivo. Outro alerta típico dessa idade é o umbigo com algum sinal de infecção (vermelhidão ou secreção amarelada e mau cheiro).

A ausência de urina também constitui importante sinal de alerta nessa idade.

Queimaduras
Crianças podem se queimar brincando com fósforos, ao encostar em aparelhos elétricos quentes, no fogo ou fogão, ou até mesmo serem queimadas pelo sol. Mas a principal causa de queimadura em crianças são os líquidos quentes, principalmente na cozinha.

As queimaduras são classificadas em primeiro, segundo e terceiro graus, e sua gravidade também vai depender da extensão e parte do corpo queimado.

Em casos de queimaduras de segundo (formação de bolhas) e terceiro graus (mais profundas), a crianças deve ser encaminhada imediatamente a um serviço de emergência especializado.

Sangramentos
Sangramentos do nariz (epistaxe) são sinais de alerta importantes para pressão alta e traumas locais, e devem ser esclarecidos.

Sangramento de gengiva também é comum em crianças com inflamações da boca, mas pode ocorrer em doenças graves, por isso devem ser observados com cautela.

Feridas que sangram muito podem precisar de tratamento imediato, com pontos, e por isso, nesses casos procurar atendimento em uma unidade especializada.

Trauma craniano e quedas
Crianças caem muito, e algumas vezes batem a cabeça nestas quedas. São sinais de alerta para traumas na cabeça, sempre que a pancada for muito violenta, por exemplo, num acidente de carro, ou quando surgem vômitos, alteração da consciência e sangramento pelo nariz ou ouvidos.

Vômitos
Os vômitos sempre trazem angústia aos pais. Deve ser encarado como alerta se são repetidos em curto período de tempo, ou se estão associados com outros sinais já citados como diarréia, febre e dor de cabeça.

Como proceder

Cada situação de emergência necessita que se tenha um procedimento adequado. Saber como reagir a cada uma delas possibilita antecipar o socorro, aumentando as chances da vítima e evitando sequelas.

Afogamento
Antes de procurar por uma unidade de emergência é muito importante que se faça ainda no local, sempre por alguém capacitado, respiração boca-a-boca e massagem no peito para fazer a criança voltar a respirar.Isto é fundamental para o futuro da criança acidentada em afogamento. Os minutos perdidos no trajeto podem ser cruciais para a qualidade de vida posterior.

Certifique-se, durante o trajeto que ela está respirando e com o coração batendo em ritmo adequado. Se precisar, faça mais respiração boca-a-boca e massagem cardíaca.

Convulsões
O mais importante em casos de convulsão é tentar manter a calma. Sabemos que isso é difícil, mas é muito importante, para que seja garantido duas coisas à criança em crise: primeiro, que ela continue respirando - para isso mantenha a cabeça dela inclinada para um lado e boca e nariz desobstruídos, use uma gaze ou fralda limpa para tirar as secreções e saliva. Não tenha medo, e não precisa se preocupar com a língua, ela não vai “enrolar” ou “ser engolida”, não coloque o dedo dentro da boca da criança para não provocar vômitos.

Em segundo lugar, coloque a criança num ambiente plano e seguro, de preferência no chão (ou no colo se for um bebê), sem objetos por perto, para evitar que ela se machuque.

Em seguida ela deve ser levada a uma unidade médica especializada para receber os devidos cuidados, mesmo que a crise tenha passado.

Diarréia
Em casos de diarréia o mais importante é manter a criança bem hidratada. Providencie soro para ser usado por via oral (pode ser o caseiro, preparado com sal e açúcar nas medidas certas, ou algum pronto para uso que podem ser encontrados nas farmácias).

Ofereça uma quantidade razoável, proporcional ao tamanho da criança, toda vez que ela fizer fezes líquidas. Continue oferecendo a alimentação normal da criança e procure atendimento médico se você perceber algum sinal de desidratação: olhos encovados, perda da elasticidade da pele, pulso acelerado, diminuição da quantidade da urina e urina escura (concentrada).

Dispnéia (falta de ar)
Se a criança nunca teve dificuldade de respirar antes procure atendimento especializado imediatamente para ser avaliada cuidadosamente. No entanto, se não é a primeira vez e você já tiver sido instruída de como lidar com a situação faça aquilo que você já sabe. Se não resolver, leve a criança para ser atendida em uma unidade médica.

Febre
Como um dos sinais mais comuns apresentados pela criança, até por se tratar de reação natural do organismo contra um agente agressor, a febre é também uma das principais fontes de angústia para os pais.

No entanto, tenha sempre em mente que a febre raramente causa algum dano à criança. Ao contrário, a elevação da temperatura do corpo faz parte do mecanismo de defesa do organismo contra vírus ou bactérias agressores.

Evidentemente, como já foi dito antes, quanto menor a criança maior o risco de algum problema ser causado pela febre, por exemplo, as convulsões.

Assim, em casos de febre, use o remédio habitualmente receitado pelo pediatra da criança, na dose recomendada e observe.

Não se desespere com a temperatura da criança. Algumas vezes, até o remédio começar a fazer efeito, a temperatura pode continuar subindo um pouco, e nesses casos, é útil um banho com água mais fria que o corpo da criança, sem álcool, para ajudar a baixar a temperatura.

Se a febre persistir, procure o pediatra da criança para orientação ou se encaminhe a uma unidade pediátrica para um atendimento de emergência.

Intoxicações
Nestes casos, muitas vezes não é indicada a provocação de vômitos e quase sempre não se deve dar leite à criança. O melhor é levá-la o quanto antes a um serviço de urgência pediátrica, para o tratamento adequado. Procure sempre identificar o que causou a intoxicação, e se possível leve consigo uma embalagem do produto.

Mordedura de animais
Os acidentes mais comuns com crianças envolvem geralmente cães, gatos, ratos e morcegos. Em caso de ataque de algum animal, deve ser procurada ajuda especializada. Antes, lave bem o ferimento causado pela mordedura com água e sabão, e se tiver sangrando muito faça uma compressa com gaze esterilizada ou fralda limpa até chegar ao hospital.

Quando o acidente acontece com animais venenosos como cobras e escorpiões leve-a imediatamente ao hospital para as devidas orientações ou contate por telefone o pediatra da criança.

Queimaduras
As queimaduras, por qualquer causa, continuam atuando na pele mesmo que tenha sido afastado o agente que queimou, por isso é muito importante que seja providenciado o esfriamento da região com água fria e gelo, até por que isso ajuda a diminuir a dor. Nunca use pastas, cremes, pomadas, pó, fumo, manteiga ou qualquer outra coisa além de água fria e gelo nas queimaduras. Não estoure as bolhas, elas são úteis para a cicatrização posterior. Quando a área afetada for extensa pode ser útil ministrar uma dose de analgésico antes de levar ao hospital.

Se ocorrer incêndio com grande quantidade de fumaça, é fundamental que a vítima seja tirada do ambiente para um local arejado. Nesses casos, água ou leite gelado pode ser oferecido à criança para esfriar a boca e vias aéreas, e começar a hidratação.

Providenciar transporte o mais rapidamente possível

Reações vacinais
Hoje em dia, reações vacinais são cada vez mais raras, no entanto as mais comuns são as dores e hematomas no local da aplicação, nesses casos compressas frias podem ajudar a melhorar o desconforto, e febre, combatida com antitérmico, de preferência com acetaminofen (ou paracetamol).

Reações específicas a determinadas vacinas devem ter orientação e avaliação médica precisas.

Sangramentos
Sangramentos de nariz são comuns e constituem sinal de alerta.

Como primeiro socorro, enquanto se providencia contato com o pediatra ou se encaminha a uma unidade de emergência pediátrica, pode ser feito uma compressão manual da narina que está sangrando, comprimindo-a contra o septo nasal, e colocando a cabeça da criança em posição confortável (preferencialmente horizontal).

Sangramentos de gengiva em geral estão associados à inflamação local, e nesses casos, gelo ou água bem fria pode ajudar a diminuir a dor e o sangramento.

Feridas sangrando, após serem limpas com água e sabão, devem ser comprimidas até avaliação se precisam ou não de serem suturadas (levar pontos).

Trauma Craniano e Quedas
Observar os casos em que a pancada for muito violenta, por exemplo, num acidente de carro, ou quando surgem vômitos, alteração da consciência e sangramento pelo nariz ou ouvidos. Caso apresente algum desses sintomas, providenciar remoção para uma emergência pediátrica.

Quando a pancada é forte, é bom usar bastante gelo para evitar que se forme um hematoma muito grande. Observar também se há dor e inchaço localizado em algum osso, ou perda da mobilidade de braços e pernas, pela possibilidade de ocorrência de fratura.

Caso positivo, procure improvisar uma tala (apoio firme) para o osso suspeito de estar quebrado, evitando assim que ele sofra com movimentos bruscos durante o transporte.

Nesse sentido, é fundamental que, em casos de suspeita de lesões da coluna (acidentes de carro ou quedas livres), esta seja imobilizada antes de qualquer tentativa de mobilizar a criança, principalmente o pescoço.

Use um colar cervical ou as duas mãos segurando firme a cabeça e ombros simultaneamente, ou, se for possível, espere a chegada de atendimento médico especializado.

Vômitos
Os vômitos quase sempre não devem ser combatidos com medicamentos. Como nos casos de diarréia, o importante é manter a criança bem hidratada, usando o soro oral (caseiro ou comercial) em pequenas quantidades e com temperatura fria.

Nunca use medicamentos para vômitos em casa sem orientação médica. Eles podem ser perigosos.

Vacinas

A vacinação é de extrema importância para que a criança possa ter uma vida normal e sadia.

Seguindo um calendário regular que vai até a sua adolescência, as vacinas previnem doenças que são comuns neste período da vida e que podem comprometer o desenvolvimento físico e intelectual, da criança e do adolescente.

Abaixo confira o calendário de vacinação recomendado pela Imunidade (setor de vacinas da Unidade da Criança).

Atenção: Este calendário eventualmente pode variar de acordo com a região do País.

Calendário de Vacinas

Idade Vacinas
Ao nascer BCG + Hepatite B
2 meses DTPa + Salk + HIB + Hepatite B (Infanrix Hexa) + Prevenar + Rotavírus
3 meses Meningitec
4 meses DTPa + Salk + HIB (Infanrix c/ Salk) + Rotavírus
5 meses Meningitec
6 meses DTPa + Salk + HIB + Hepatite B (Infanrix Hexa) + Prevenar + Rotavírus + Gripe
12 meses Varicela + Hepatite A + Tríplice Viral
12 - 15 meses Prevenar
13 meses Meningitec
15 meses DTPa + HIB (Infanrix penta)
18 meses Hepatite A
4 a 6 anos DTPa (Pertacel) + Sabin + Tríplice Viral
10 anos BCG
14 a 16 anos Dupla Tipo Adulto (dT) ou Refortrix (dTPa) A partir dos 16 anos repetir a dT a cada 10 (dez) anos

Observações

- Se possível, utilizar a DTPacelular em substituição à DPTclássica, evitando efeitos adversos, tais como, convulsões, choro contínuo, etc.
- A vacina contra Pólio Inativada (IPV ou Salk) deve ser utilizada durante as primeiras 3 doses do esquema de rotina. Nos pacientes imunodeprimidos e seus contactantes domiciliares deve-se usar sempre a Salk durante todo o esquema.
- A tendência mundial é abandonar a Sabin devido casos recentes de pólio vacinal na República Dominicana.
- A Prevenar é uma vacina conjugada (13 sorotipos) contra o pneumococo, protegendo principalmente nas formas invasivas da doença (meningite, septicemia), a partir dos 2 meses de vida até os 3 anos, sendo recomendada de rotina pela Academia Americana de Pediatria. Entre 1 ano e 2 anos = 2 doses. A partir de 2 anos dose única.
- A vacina Meningitec é anti-meningocócica C conjugada, ou seja, pode imunizar crianças a partir de 3 meses de vida. Antes de 1 ano são duas doses. A partir de 1 ano dose única. Tem imunidade duradoura.

Vacinas Conjugadas ou Combinadas

- INFANRIX HEXA (DTP acelular + Salk - Pólio Inativada + Hib + Hepatite B);
- INFANRIX COM SALK ou POLIACEL (DTP acelular + Salk + Hib);
- INFANRIX SEM SALK (DTPacelular + Hib);
- TETRA-ACTHIB (DTP clássica + Hib);
- TWINRIX adulto e infantil (Hepatite A+B);
- MMR ou PRIORIX (Sarampo + Caxumba + Rubéola = Tríplice Viral);
- dT (Anti-Diftérica tipo adulto e Anti-Tetânica);
- Refortrix (DTP acelular), para crianças >10 anos e adultos.

UTI pediátrica

Estrutura

A UTI Pediátrica foi planejada com objetivo de prestar o melhor atendimento a pacientes em idade pediátrica. Com três leitos, a unidade reúne uma completa infraestrutura tecnológica para atender casos complexos, além de uma equipe profissional altamente qualificada e de plantão 24 horas para o tratamento intensivo.

UTI Neonatal

O Hospital Memorial São José conta com uma UTI Neonatal que dispõe de infraestutura da completa para o atendimento do récem-nascido de alto risco e/ou que necessite de cuidados especiais.

Com capacidade para atender oito récem-nascidos, a unidade de terapia intensiva possui modernos equipamentos e recursos tecnológicos, equipe multiprofissional especializada e banco de leite (sala de ordenha).

Unidade de internação

Com uma proposta arquitetônica acolheadora dotada de modernas e confortáveis instalações para receber o paciente pediátrico e sua família, a unidade disponibiliza dos mais avançados recursos tecnológicos para o atendimento de casos de alta complexidade. Possui plantonista disponível 24 horas.

Cirurgia pedriática

A cirurgia pediátrica é a especialidade médica, ramo da cirurgia, que se ocupa do tratamento cirúrgico de doenças que acometem indivíduos desde o período da vida fetal até a adolescência. Para isso, o Hospital Memorial São José conta com uma equipe de sobreaviso 24 horas.