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Nutrição

O que é

O que é

É a ciência responsável pelo estudo dos alimentos, seus nutrientes e o próprio ato de se alimentar. Ela investiga e controla a relação do homen-alimento no intuito de preservar a saúde humana.

Nova pirâmide alimentar

A obesidade é um mal que aflinge a cada ano um número maior de pessoas.

Na tentativa de erradicar a doença, estudos realizados em Havard e liderados pelo médico Walter C. Willet chegou-se a construção de uma primâmida “saudável”. A pesquisa é uma resposta à priâmide de alimentos divulgada pelo Ministério da Agricultura dos Estados Unidos, em 1991, que trouxe efeitos negativos com a piora do índice de obesidade na sociedade norte-americama.

Enquanto na pirâmide antiga a base (que deveria ter maior consumo) era constituída por carboidratos simples, na nova eles foram para o ápice. Esses carboidratos (tais como arroz branco, pão macarrão, bolachas, salgadinhos) são de fácil digestão e de absorção praticamente imediata, provocando estímulos potentes no pâncreas. Óleos vegetais insaturados (como azeite, milho, girassol, etc), que eram praticamente proibidos na antiga, são colocados na base da nova pirâmide, como importantes promotores de saúde, assim como grãos integrais, que são carboidratos complexos de digestão mais lenta e ação no pâncreas mais fisiológica.

Outra diferença bastante significativa é que os carboidratos simples, por provocar um estímulo potente no pâncreas, liberam excessivamente e com rapidez a insulina, promovendo mais fome, enquanto o uso de óleos insaturados e carboidratos complexos, como arroz integral, trigo integral, outras sementes integrais, promovem uma liberação menor e mais lenta de insulina, sem estimular a fome. Verduras e legumes nas duas pirâmides são destacados como importantes, assim como as frutas.

O uso de carnes também é parecido nas duas pirâmides, devendo se consumir mais a de peixe, depois aves e por fim as vermelhas. Doces nas duas devem ser consumidos em quantidade muito pequena. Outro princípio fundamental, além desses alimentares, é que faz parte da nova pirâmide a obrigatoriedade de atividade física e se possível diária.

Combate aos radicais livres

Um dos principais antioxidante inibidores dos radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce, é o Betacaroteno.

Ele é conhecido como pró-vitamina A, pois se transforma em vitamina A após a sua ingestão e por isso oferece os mesmo benefícios. A subestância estimula o sistema imunológico, atua no fortalecimento das unhas, na elasticidade da pele e no brilho dos cabelos.

De pigmentação alaranjada, amarela e verde, o betacaroteno tem como principais fontes frutas e legumes com essa coloração, como cenoura, abóbora, beterraba, mamão, manga e a batata doce. Em quantidades menores, pode ser encontrado em vegetais como couve, repolho, espinafre, agrião e brócolis.

Estudos têm evidenciado que a ingestão de vitaminas e minerais, pode prevenir alguns tipos de câncer. Dentre as vitaminas tem-se focalizado o uso da vitamina A e dos denominados antioxidantes, ou seja, os carotenóides, dentre eles o Betacaroteno. A vitamina A é uma das responsáveis pela proteção e pigmentação uniforme da pele quando exposta ao sol, auxiliando assim na manutenção de uma pele bonita e saudável.

Segredo das vitaminas

As vitaminas e os sais mineiras são chamados de micronutrientes e estão presentes nos alimentos de origem vegetal e animal.

Classificadas em dois grupos: as hidrossolúveis e lipossolúveis, ambos são necessários para o funcionamento adequado do corpo.

As hidrossolúveis não são armazenadas no organismo humando em quantidades significativas. Por isso, é preciso fazer a ingestão diariamente de alimentos que contenham essas vitaminas. Fazem parte deste grupo as vitaminas presentes no complexo B e a vitamina C. Já as lipossolúveis necessitam do auxílio da gordura para serem absorvidas, são armazenadas por períodos maiores no corpo. Neste grupo encontram-se as vitaminas A, D, E e K.

Os sais minerais possuem papéis essenciais, são necessários para o funcionamento das nossas células e participam ativamente do nosso metabolismo. Alguns exemplos de minerais são: sódio, potássio, magnésio, ferro, zinco, iodo, selênio e cálcio. As principais fontes de Vitaminas e Sais Minerais são as frutas, verduras, legumes, carnes, leite, ovos e cereais integrais.

Estudos científicos mais recentes têm relacionado o consumo de alimentos ricos em vitaminas e sais minerais como frutas, legumes e verduras ao menor risco de desenvolvimento de muitas doenças crônicas não transmissíveis como hipertensão e doenças cardíacas. As pesquisas ainda apontam que a sua ingestão auxilia na prevenção do câncer de vários órgãos, devido a grande quantidade de compostos antioxidantes presentes nestes alimentos.

Alimentos reguladores

Frutas, verduras, legumes ricos em vitaminas, minerais e fibras. São responsáveis pelo funcionamento do corpo e manutenção da saúde, também ajudam na digestão, protegem contra infecções e auxiliam na formação dos ossos.

Uma alimentação rica em frutas, verduras e legumes pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de proteger contra certos tipos de câncer.

Muitos alimentos reguladores como o abacaxi, o agrião, a laranja, o brócolis, a couve, a goiaba, a manga, a acerola, o caju, o tomate e a carambola são ricos em vitamina C. Eles aumentam a resistência do organismo, melhoram a absorção de ferro e protegem a gengiva contra sangramentos.

Consumir abacaxi depois das refeições não ajuda a "queimar gordura" do corpo. Na verdade, o abacaxi possui uma enzima que auxilia na digestão, mas não emagrece.

Alimentos funcionais

O papel da alimentação equilibrada na manutenção da saúde tem despertado interesse da comunidade científica há anos.

Na década de 80, foram estudados no Japão alimentos que, além de satisfazerem às necessidades nutricionais básicas, desempenhavam efeitos fisiológicos benéficos. O estudo regulamentou esta categoria de alimentos, que passou a ser chamada de "Foods for Specified Health Use" (FOSHU), que em português quer dizer Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos, através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento e manutenção, das funções normais do organismo humano.

As propriedades dos alimentos funcionais relacionadas à saúde podem ser provenientes de constituintes normais desses alimentos, como no caso das fibras e dos antioxidantes (vitamina E, C, betacaroteno), presentes em frutas, verduras, legumes e cereais integrais. ou através da adição de ingredientes que modifiquem suas propriedades originais, exemplificada por produtos industrializados, como: biscoitos vitaminados, cereais matinais ricos em fibras, leites enriquecidos com minerais ou ácido graxo ômega 3.

Um ponto que vale a pena comentar é o fato de alguns alimentos industrializados possuírem baixa concentração dos componentes funcionais, sendo necessário o consumo de uma grande quantidade para a obtenção do efeito positivo mencionado no rótulo. No caso do leite enriquecido com ômega 3, por exemplo, seria melhor o consumidor continuar ingerindo o leite convencional e optar pela fonte natural de ômega 3, que é o peixe. Primeiro porque normalmente os produtos industrializados com ação funcional são mais caros, e segundo porque o peixe tem outros nutrientes importantes a oferecer como proteínas, vitaminas e minerais.

Por fim, uma alimentação equilibrada e variada incluindo, diariamente, alimentos de todos os grupos na proporção correta já fornece alimentos com propriedades funcionais naturais, sendo desnecessária a aquisição de produtos funcionais.

Supermecado saudável

Fazer as compras para casa nem sempre é uma tarefa fácil. Por isso, seguem algumas dicas pde como escolher os melhores alimentos no supermercado:

- Escolha pães com fibras, pois são mais nutritivos e auxiliam no funcionamento dos intestinos;
- Evite qualquer tipo de refrigerante, mas se você não consegue ficar sem, opte pelos lights;
- Prefira os sucos naturais, polpa de frutas ou suco light;
- Deixe de lado os molhos muito gordurosos, como os à base de queijos;
- Dê preferência às carnes magras e brancas que possuem menos gorduras e, conseqüentemente, menos calorias;
- Prefira o peito de peru ao invés do presunto; os queijos brancos ao invés dos amarelos;
- E requeijão light no lugar da margarina e da manteiga.

Mitos da carne suína

No almoço ou jantar um dilema permeia a cabeça daqueles que querem ou precisam fazer dieta. Comer ou não carne suína?

Em comparação com outras carnes, a suína é um alimento rico em proteína, apresentando entre 19 a 21 g por 100g de carne, vitaminas e sais minerais, e pobre em carboidratos. Entre as vitaminas, estão A, C, B1, B2, B6, B12 e ácido fólico, sendo que a carne suína é uma das mais importantes fontes de vitamina B1.

É também um alimento de baixo teor de lipídios, cujos valores variam entre três e cinco gramas por 100g de carne. Dessa forma, possui baixo valor energético entre 111 a 121 calorias pela mesma quantidade de carne. No passado, a criação de suínos girava em torno da produção de gordura, no entanto, com a criação da indústria de óleos, a gordura suína perdeu importância e, instantaneamente, houve uma preocupação em diminuir a quantidade de gordura no suíno, com aumento da porcentagem de carne.

Nos últimos 30 anos, a modernização do sistema de criação e alimentação dos animais pôde, através da seleção genética, reduzir em 82% o teor de gordura e 55% a quantidade de calorias para cada 100g de carne suína. Em adição, novos cortes de carne suína são oferecidos no mercado sendo estes 40% mais magros que os tradicionais.

Para manter a saúde geral do organismo humano, além de controlar a ingestão de colesterol, é importante controlar a ingestão de gordura saturada. Considerando todos estes fatos, a carne suína, fonte de proteína, vitaminas e sais minerais e que possui 60% de ácidos graxos insaturados, pode ser consumida normalmente.